Folhas de Outono

Baixei a guarda e pedi pra atirar, entreguei o ouro que agora já não tem valia
Triste destino de um navio que sai do porto para naufragar

Pois a sina dos poetas loucos é manter-se errante nas palavras
É como fugir de um sicário sempre à espreita
Nada nos guarda

Com a alma invadida pelo medo, receio que a brisa não voltará a soprar
E as folhas de outono não cairão a tempo de tecer o tapete do nosso último caminhar

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